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CRM para advogados e escritórios de advocacia: o que faz sentido

Publicado em 29/09/2026 · atualizado em 16/10/2026

Advogados têm uma relação particular com "vendas": a OAB limita a publicidade e proíbe a captação ativa de clientes. Mesmo assim, escritórios precisam organizar quem procurou, quem virou cliente, em que pé está cada caso e quem deve honorários. Este guia mostra onde o CRM entra e onde o software jurídico resolve melhor.

O que o escritório precisa organizar

Os três primeiros itens são funil e relacionamento, território de CRM. Os demais são gestão jurídica e financeira, território de software jurídico.

Software jurídico com CRM embutido

Sistemas brasileiros de gestão para escritórios cuidam de processos, prazos, publicações, agenda, financeiro e, em vários casos, têm módulo de CRM ou de captação. Nomes conhecidos: Astrea, ADVBOX, SAJ ADV, Projuris, Themis, Easyjur. Para a maioria dos escritórios pequenos e médios, esse caminho evita ter dois sistemas.

O módulo de CRM desses sistemas costuma ser simples: cadastro de contatos, origem, status da consulta, conversão em cliente. Suficiente para escritórios que recebem clientes por indicação e não fazem marketing ativo.

CRM dedicado + software jurídico

Escritórios com volume alto de leads, principalmente os que atuam em áreas de massa (trabalhista, previdenciário, consumidor, bancário) e recebem centenas de contatos por mês vindos de site e redes sociais, usam um CRM de vendas na frente: RD Station CRM, HubSpot, Kommo, Pipedrive. O CRM cuida do lead até a assinatura do contrato; o sistema jurídico assume o caso.

Nesse arranjo, o WhatsApp integrado e a distribuição de leads entre atendentes são o que importa.

Regras da OAB que afetam o uso do CRM

O Provimento 205/2021 da OAB regula a publicidade: é permitido conteúdo informativo e presença digital, mas proibida a captação de clientela, a promessa de resultado, a menção a valores em anúncios e o uso de mensagens em massa para oferecer serviços. Na prática:

Consulte a seccional da OAB do seu estado em caso de dúvida; interpretações variam.

Sigilo e LGPD

Dados de clientes de advocacia são sigilosos por dever profissional e, muitas vezes, sensíveis pela LGPD (saúde, processos criminais, situação financeira). O CRM precisa de controle de acesso por usuário, registro de quem viu o quê e contrato de tratamento de dados com o fornecedor. Evite CRMs que não informam onde os dados são armazenados. Veja CRM e LGPD.

Critérios de escolha

  1. Volume de leads por mês. Abaixo de algumas dezenas, o módulo do software jurídico basta.
  2. Origem dos leads. Se vêm de anúncios e redes, o CRM dedicado com WhatsApp faz diferença.
  3. Integração entre CRM e sistema jurídico, para não cadastrar o cliente duas vezes.
  4. Permissões: estagiário não deve ver o que o sócio vê.
  5. Custo por usuário, considerando advogados, estagiários e secretaria.

Resumo

Veja também como escolher um CRM.

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